Segunda-feira, Junho 28, 2004
Cálice
Gilberto Gil/Chico Buarque - 1973
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, AFASTA DE MIM esse cálice
De vinho tinto de sangue
Como beber dessa bebida AMARGA
Tragar a DOR, ENGOLIR a labuta
Mesmo calada a boca, RESTA O PEITO
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa
Melhor seria ser filho da PUTA
Outra realidade menos morta
TANTA MENTIRA, tanta força bruta
Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite EU me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada pra a qualquer momento
VER EMERGIR O MONSTRO da lagoa
De muita gorda a porca já não anda
De muito usada a faca já não corta
Como É DIFÍCIL, PAI abrir a porta
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade
MESMO CALADO O PEITO, RESTA A CUCA
Dos bêbados do centro da cidade
Talvez o mundo não seja pequeno
Nem seja a vida um FATO CONSUMADO
Quero inventar o meu próprio pecado
Quero morrer do MEU próprio veneno
Quero perder de vez tua cabeça
Minha cabeça perder teu juízo
Quero cheirar fumaça de óleo diesel
Me embriagar até que alguém ME ESQUEÇA!
Falei! Luh 4:40 PM
Sua vez de falar:
Sábado, Junho 19, 2004
Sem firulas ;o)
"Um ser humano é o meu amor
De músculos de carne e osso, pele e cor"
(Carnalismo - Tribalistas)
Parabéns por você, Chico! Muito obrigada por tudo!
Eu te amo ..."De todas as maneiras que ha de amar"...
Falei! Luh 7:24 AM
Sua vez de falar:
Domingo, Junho 13, 2004
Onde literalmente se arrasta maravilhas.
Muito obrigada, Flavito ;) Por tudo.
Falei! Luh 8:09 PM
Sua vez de falar:
Segunda-feira, Junho 07, 2004

Falei! Luh 1:14 AM
Sua vez de falar:
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